PROJETO ARTE E VIDA

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sábado, 16 de maio de 2020

Diocese de Floresta emite nota de pesar pelo falecimento de Dom Ceslau Stanula


Na data de ontem a Diocese de Floresta, no sertão pernambucano, emitiu Nota de Pesar pelo falecimento do Bispo Emérito de Itabuna na Bahia, Dom Ceslau Stanula, ocorrido na noite do dia 14 de maio de 2020.

A nota assinada pelo Bispo Diocesano Dom Gabriel Marchesi, destaca a importância da atuação pastoral de Dom Ceslau quando foi Bispo Diocesano de Floresta e expressa profundos sentimentos pela sua partida, ao mesmo tempo que manifesta gratidão por sua convivência com os diocesanos de Floresta e região.

Confiram a Nota na íntegra:



domingo, 3 de maio de 2020

A batalha histórica dos índios que derrotaram o exército dos Estados Unidos



LITTLE BIGHORN

O passado nunca nos abandona, pois sua presença nas mentalidades nos assombra. Assim ocorre com a Batalha de Little Bighorn (1875), seus soldados e comandantes. O fantasma do General Custer e sua cavalaria de conquista, vigilância militar, remoção e confinamento em reservas foram invocados dos EUA e convocados para comparecer ao Brasil para justificar a espoliação dos povos indígenas.

Little Bighorn foi um combate entre o 7º regimento de cavalaria do Exército dos Estados Unidos contra uma confederação entre os índios Lakota e Cheyenne do norte. Foi a mais famosa das chamadas guerras indígenas com vitória para os índios durante os dias 25 e 26 de junho de 1876 perto do rio Little Bighorn, Território de Montana. 

A cavalaria dos EUA foi comandada pelo tenente-coronel George Armstrong Custer, considerado herói da guerra civil, que perdeu todos os seus soldados.

Ao avistar o acampamento indígena nas margens do rio, dividiu seus homens em quatro grupos, mesmo avisado por dois batedores indígenas de que se tratava de um grande grupo. Custer era militar experiente, mas também ávido por patentes e político habilidoso. 

Avaliou que os índios fugiriam ao primeiro sinal de ataque e decidiu atacar sem esperar os reforços. Seus comandantes logo perceberam que o grupo Lakota e Cheyenne era numeroso e não fugiria, decidiram abrir fogo a distância e bater em retirada, mas foram atacados ferozmente e fugiram, sendo socorridos por outra coluna de Custer.

Quando finalmente chegou Custer pelo norte da aldeia, seus soldados do sul haviam sido totalmente repelidos, Cavalo Louco (Tȟašúŋke Witkó) simulou fugir, mas retornou e atacou o flanco dos 210 homens de Custer. Tiveram de sacrificar seus cavalos para tentar se proteger, mas foi em vão. 

Foi um desastre militar histórico que levou o exército a investigar as causas. Concluíram que houve desde alcoolismo até covardia dos comandantes. Tornou-se um ponto de honra para o exército americano esmagar os índios e eliminar todos os seus meios de subsistência, empurrando-os para as reservas e prisões.

Por que lutaram os índios? 

Garimpeiros desrespeitaram o Tratado de Fort Laramie, assinado em 1868 com o chefe cheyenne Coyote Pequeno (Ó'kôhómôxháahketa) e matarem o líder Falcão Pequeno (Čhetáŋ Čík’ala), pai de Cavalo Louco. 

No inverno de 1875, as terras sagradas de Black Hills, dos índios Sioux e Cheyenne, foram invadidas por garimpeiros atrás de ouro nas terras indígenas. Os índios foram forçados a deixar as terras e se refugiar em Montana, junto ao xamã e líder Touro Sentado (Tȟatȟáŋka Íyotake). 

Na primavera seguinte, houve duas campanhas militares da cavalaria nas quais os militares saíram vitoriosos. Um relatório da Inspetoria Indígena levou ao envio de uma força para atacar o grupo de Touro Sentado e Cavalo Louco, chefes do povo Sioux, considerados contrários aos interesses norte-americanos e inimigos do progresso. 

A confiança de Cavalo Louco e seus seguidores vinha de uma visão profética de Touro Sentado.

Touro Sentado foi assassinado em 1890 na prisão da reserva indígena Standing Rock (Dakota do Sul), pois estimulava a prática de danças tradicionais. Cavalo Louco também morreu na prisão em 1877, após ser ferido pelos guardas de Fort Robinson (Nebraska).

Atualmente, os remanescentes indígenas nos EUA formam uma população de 5.220.579 indivíduos, constituindo 1.6% da população total do país, segundo informações do censo de 2010.

REFERÊNCIAS E FONTES:
The North American Indian, v. III. Cambridge, MA: The University Press, 1908.

NOTAS:
1. Pesquisa, organização e adaptação: Neimar Machado de Sousa, doutor em história da educação (UFSCar) e pesquisador (FAIND/UFGD). Karai Nhanderovaigua. E-mail: neimar.machado.sousa@gmail.com
2. O artigo tem objetivo educacional e formato adaptado às mídias sociais.
3. A grafia adotada para as palavras indígenas segue as fontes consultadas.
4. METADADOS: little big horn, crazy horse,
5. IMAGEM: PEARSON, J. Black Elk (primo de crazy horse e testemunha de sua bravura). 2019.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

O que está por trás do discurso de ódio





Lamentavelmente, no panorama europeu de renascimento do neofascismo, a Espanha já não é uma exceção. Ela acaba de ser tingida, quase de surpresa, com as pinceladas da cor obscurantista e xenófoba que estão avançando por toda parte no Velho Continente, a cor da ultradireita. Demonstra-se, mais uma vez, a sagacidade da afirmação do grande Dom Quixote: “Não há memória que o tempo não apague”.

Embora a Espanha tenha no momento apenas um grupo minúsculo, o Vox, ele é parte de uma onda de nacional-populismo neofascista que se espalha pelo mundo todo de maneira traiçoeira. Está se abrindo, sem dúvida, uma nova era de desafios importantes e sérios que as democracias terão de enfrentar, provavelmente durante umas décadas. É inegável que a globalização liberal posta em marcha no final do século passado entrou em uma fase crítica, devido à sua patente e consciente desregulação caótica, responsável por suas contradições atuais. A busca de um novo equilíbrio econômico-social planetário é, portanto, imprescindível. Enfrentar o desafio deste novo período exige imperativamente que as democracias encontrem modelos econômicos e sociais que apostem, de forma efetiva, na eliminação da grande brecha atual da desigualdade, na solidariedade, que são expectativas da imensa maioria da população arraigada na civilização do respeito mútuo e da dignidade. Ao mesmo tempo, no entanto, chama a atenção o aparecimento − como consequência dos efeitos desagregadores da globalização − de camadas sociais reacionárias étnica, cultural e politicamente, que se identificam com um discurso de ódio de experiência remota. Trata-se de uma tendência mundial, cujas características comuns são tão importantes quanto suas diferenças.

Nos EUA, a ascensão de Donald Trump veio acompanhada de uma mudança de fundo, ao mesmo tempo demográfica e racial: os trabalhadores brancos de Kansas, Detroit, Texas e outros lugares do país apoiam o magnata imobiliário porque ele promete frear a chegada dos latinos, não pagar serviços sociais aos afro-americanos, acabar com o relativismo dos valores. Eles não temem apenas perder o emprego por competir com outros países, eles também têm medo dos fundamentos da igualdade institucionalizada, assim como da mistura demográfica e étnica que a política de Barack Obama encarnava. Um temor transformado em combustível político por Trump, com uma ideologia ultrapopulista. É, em suma, um nacional-populismo new wave, que retoma muitos dos ingredientes do fascismo clássico: a rejeição da mestiçagem (da qual subjaz, para muitos, a defesa da “raça branca”), a oposição entre quem está nas camadas inferiores e quem está nas superiores, a xenofobia, uma mentalidade paranoica em relação ao mundo exterior, a política da força como método de “negociação”, a denúncia do outro e da diversidade, a hostilidade contra a igualdade de gênero, entre outros.
O modelo autoritário de novo se legitima apelando ao perigo de religiões e culturas diferentes

Outro grande país, o Brasil, também acaba de entrar neste caminho. Falamos aqui de um movimento evangélico que emergiu das entranhas das camadas médias empobrecidas e com medo, também, da liberalização dos costumes, do desaparecimento de valores morais em um país minado pelo cinismo e pela corrupção, por desigualdades crescentes, pelo fiasco da esquerda brasileira que não pôde promover uma sociedade que se voltasse ativamente para o progresso coletivo. Jair Bolsonaro não é um profeta, ele simplesmente soube inverter as promessas da teologia da libertação em teologia do ódio, com o apoio das elites militares e financeiras e dos grandes meios de comunicação. Lula e Dilma Rousseff perderam o apoio da classe média e depois foram crucificados, além disso com um golpe de Estado tramado por grupos financeiros, dirigentes políticos e alguns setores do Judiciário. A retórica evangélica arroga agora para si o papel de salvadora de um país à beira do abismo, fazendo da luta contra a corrupção seu cavalo de batalha e propondo o modelo de uma sociedade moralmente autoritária, um modelo indevidamente condenado ao fracasso, dada a excepcional diversidade e vitalidade da sociedade brasileira.

Tanto o Estados Unidos de Trump como o Brasil de Bolsonaro são testemunhas diretas e encorajam os movimentos reacionários dessas camadas sociais ameaçadas pelo rumo da globalização neoliberal. O repertório de mobilização se baseia no ideário das reivindicações nacionalistas e sua metodologia rompe com a representação política clássica: as manifestações em massa envolvem rituais extáticos de fusão com o líder, que denuncia, como uma ladainha de golpes de efeito, a decadência moral dos partidos, conclamando à recuperação urgente da grandeza perdida do país.

Na Europa, o processo de estancamento da economia há quase duas décadas (ausência de crescimento gerador de empregos) também produziu um enorme retrocesso de direitos sociais e liberdades, uma regressão de identidade que explica o surgimento dos movimentos neofascistas. Embora tenham elementos específicos, todos compartilham a mesma metodologia política em sua conquista do poder: criticam duramente a representação política, instrumentalizando a democracia que a sustenta para conseguir a vitória; reivindicam a liberdade de expressão para expandir suas exigências, mas censuram seus adversários; dirigem a energia política das massas contra um objetivo previamente construído como bode expiatório (os imigrantes, a liberdade de imprensa que põe em xeque seus discursos, etc.). Servem-se desse arsenal demagógico para evitar falar de seu programa econômico concreto. Vale tudo na batalha que travam veementemente contra a civilização (sempre “decadente”, segundo eles) e a igualdade, pois o princípio fundamental da retórica neofascista, exposto (aí sim) em todos os seus programas, é a rejeição da igualdade e da diversidade dos cidadãos.

O neofascismo europeu que surge atualmente é, por antonomásia, supremacista, individual e coletivamente. É o projeto de uma sociedade hierárquica de senhores e servos, uma visão de mundo que aceita a necessidade imperiosa de submissão a um líder, sua “servidão voluntária”. Essa submissão fica escondida atrás do sentimento de força e de vingança em relação às “elites”, que a mobilização coletiva confere ao neofascismo militante. E isso funciona porque essa ideologia, sem prejuízo de suas particularidades em cada país, gera, na identidade de seus seguidores, uma poderosa liberação de instintos agressivos e explode os tabus que limitam as expressões primitivas, violentas, nas relações sociais. O grande analista do fascismo George L. Mosse se refere a essa característica como uma liberação da brutalidade em um contexto minado pelo “abrandamento” característico da sociedade democrática.
É uma luta diária a que deve emergir, pois permanente deve ser a defesa dos direitos e liberdades

O discurso da extrema direita propõe, certamente, uma sociedade estritamente homogênea, em pé de guerra contra tudo que possa introduzir diferenças e singularidades dentro do conjunto. A rejeição do pluralismo político – rejeição que ela promove como um projeto de gestão do poder − se baseia também na oposição frontal ao multiculturalismo, e, consequentemente, na rejeição da multietnicidade da sociedade. O modelo é o de um povo em sua essência, um povo etnicamente puro. A cultura obsessiva da pureza está intrinsecamente ligada à desconfiança em relação ao estrangeiro, à atividade crítica do intelectual − e inclusive à arte que não comungue com a estrita linha da moral autoritária vigente −, à liberdade de orientações sexuais e de identidade de gênero, à pluralidade de confissões religiosas. Não é apenas uma coincidência que o islã esteja hoje no olho do furacão neofascista na Europa: a presença de uma população de origem estrangeira que professa a religião muçulmana coloca em questão o conceito essencialista de povo homogêneo tanto no aspecto cultural como no religioso (embora o velho fascismo dos anos trinta não tivesse um apetite particular pela religião).

Uma sociedade democrática pode administrar populações misturadas e destinadas a conviver com suas contribuições mútuas à civilização humana, desde que sejam estabelecidas diretrizes seculares claras para todos. Por outro lado, uma sociedade baseada no conceito substancial de povo, no sentido que o neofascismo lhe dá, tende inevitavelmente à exclusão efetiva da diversidade. Daí que o modelo autoritário procure novamente se legitimar apelando para o perigo de religiões e culturas diferentes, que devem ser vigiadas e perseguidas para que não “contaminem” a identidade do povo.

A Frente Nacional francesa, no início de sua caminhada nos anos oitenta, fez da rejeição ao islã um eixo central de seu programa, escondendo seu tradicional antissemitismo. O partido Alternativa para a Alemanha colocou a islamofobia no centro de sua estratégia de mobilização em 2015, após a crise da chegada em massa de refugiados. Na Áustria, Itália, Bélgica, Holanda e em todos os países do norte da Europa, os refugiados também se transformaram no prato principal das campanhas eleitorais. São, igualmente, alvo da retórica ultracatólica de Viktor Orbán na Hungria e dos programas dos partidos neofascistas do Leste Europeu.
O discurso da extrema direita faz estourar os tabus que limitam as expressões primitivas e violentas

Esses movimentos, que avançam da Espanha até a Suécia, passando pelos países europeus ocidentais e orientais, compartilham, além disso, uma característica de natureza histórica: apelam para o nacional-populismo como uma reação à era da governança supranacional, resultante da ampliação do mercado europeu, dos efeitos da globalização neoliberal e das tentativas de construir instituições representativas europeias pós-nacionais. Daí o consenso em torno do objetivo de pôr em xeque a atual construção europeia, em nomeie da soberania nacional.

O que fazer diante desse desafio? Hoje, os partidos nacional-populistas neofascistas não representam mais do que entre 10% e 20% do eleitorado europeu, mas sua influência ideológica real é mais ampla. Naturalmente, é preciso diferenciar o corpo doutrinário desses partidos das representações mentais, muito menos elaboradas, dos cidadãos que os apoiam. Embora seja verdade que as causas do avanço gradual das correntes ultradireitistas são conhecidas, não existe uma posição comum das forças democráticas na hora de contê-lo.

Há, basicamente, três campos-chave de ação, e o primeiro deles é econômico. Se a democracia não caminhar em prol do progresso social, as vítimas, que são muitas, tenderão sempre a culpá-la por não haver progresso. Portanto, é necessário relançar a máquina econômica de integração profissional, que hoje depende, essencialmente, das capacidades não do mercado, como acredita a Comissão Europeia, mas sim dos Estados para incentivar o emprego. Para isso, eles precisam de uma política orçamentária mais flexível, que gere equilíbrio social. Infelizmente, essa é uma reivindicação que ainda não é levada em conta em Bruxelas.

Em segundo lugar, em face do nacionalismo reacionário e excludente, é preciso levar a sério a questão nacional, não deixá-la nas mãos dos nacionalistas xenófobos. É crucial interpretar bem a reivindicação de segurança de identidade das camadas sociais mais vulneráveis e desestabilizadas pela exclusão do emprego ou pela incapacidade de se adaptar às mudanças da sociedade moderna, que acontecem numa velocidade extraordinária. É necessário fortalecer a coesão coletiva, ou seja, a adesão ao bem comum, sem prejuízo do respeito à diversidade, sob diretrizes comuns e com valores essenciais de referência. É preciso administrar racionalmente os fluxos migratórios, não só para evitar as mentiras e a demagogia desconstrutiva sobre a imigração, como também porque a vida cotidiana se tornou muito mais competitiva e as percepções espontâneas favorecem um imaginário ilimitado de fantasias em um contexto de insegurança profissional. A economia, em todos os países desenvolvidos, precisa da imigração, e isso deve ser regulado com base no respeito pelos direitos humanos. Na Europa, um grande acordo político é imprescindível para desativar o papel que a imigração assumiu como bode expiatório.

Finalmente, deve-se assumir com firmeza a luta contra o neofascismo, explicar claramente à população o perigo que ele representa e propor pactos democráticos antifascistas àqueles que defendem a democracia e o respeito à igualdade e dignidade humana, denunciando, do mesmo modo, os que pisoteiam esses valores por razões eleitorais. Deve ser travada uma luta diária contra o nacional-populismo neofascista, pois a defesa da democracia, do bem-estar social, dos direitos e liberdades tem de ser permanente. Tomara que todos entendam isso, pois se trata do futuro da paz social!

Sami Naïr é catedrático de Ciências Políticas na Universidade de Paris e diretor do Instituto de Cooperação Mediterrâneo-América Latina da Universidade Pablo de Olavide de Sevilha. É autor, entre outros livros, de ‘La Europa Mestiza’.

Coronavírus mata negros e pobres de forma desproporcional nos EUA



Menor renda, doenças crônicas e segregação deixam as minorias mais vulneráveis


70 vacinas contra o novo coronavírus em desenvolvimento, relata a OMS

Um técnico trabalha na empresa italiana de bioquímica Irbm, que está desenvolvendo uma vacina. Foto: EFE.

POR Cuba en Datos: Mujeres más que hombres, empoderadas pero... (+ ...

Grupos de pesquisa e empresas farmacêuticas de todo o mundo lançaram uma corrida violenta para criar vacinas contra o coronavírus,  a pandemia que matou 127.000 pessoas e infectou quase dois milhões nos cinco continentes . Até agora, existem 70 vacinas contra o coronavírus que estão sendo estudadas globalmente, de acordo com um relatório apresentado em 11 de abril pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Mas apenas um deles, produzido pela CanSino Biological Inc. e pelo Instituto de Biotecnologia de Pequim, já entrou na fase dois da avaliação clínica; isto é, para mais numerosas experiências com seres humanos.
Os outros dois incluídos na fase de  avaliação clínica , mas ainda na fase um, são aqueles produzidos por duas empresas farmacêuticas nos Estados Unidos e pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, com base em Michigan, sempre nos Estados Unidos.
As 67 vacinas restantes estão na fase de avaliação pré -  clínica . Eles são produzidos em vários países, incluindo Suécia (Instituto Karolinska), Japão (Universidade de Osaka), China (Instituto de Biotecnologia de Pequim), Índia (Instituto de Soro), Inglaterra (Universidade de Oxford e Imperial College London), Espanha (Centro Nacional de Biotecnologias) e Rússia (Instituto de Pesquisa Científica sobre Vacinas e Soro de São Petersburgo). E às vezes por mais de um laboratório em cada país.
Os testes de vacinas geralmente começam em animais, e parece que alguns dos laboratórios que estão testando as 70 vacinas contabilizadas pela OMS teriam ignorado a experimentação em animais para passar diretamente aos seres humanos. Outros fizeram experimentos com animais e humanos ao mesmo tempo. Experimentos em humanos são realizados em três fases sucessivas.
A China anunciou terça-feira, 14 de abril, que testes em humanos de duas vacinas experimentais para combater o novo coronavírus foram aprovados. Foto: ANSA.
Segundo alguns especialistas, o tempo estimado para desenvolver uma vacina pode ser de um ano a um ano e meio . Mike Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, disse que, para uma vacina contra o coronavírus, levará "pelo menos um ano". Mas existem pesquisadores mais otimistas.
Os otimistas incluem uma empresa farmacêutica no Lácio, a região à qual Roma pertence. Este é o Advent-Irbm de Pomezia, que, juntamente com o Instituto Jenner da Universidade Inglesa de Oxford, anunciou que  prevê que a vacina que eles estão estudando será utilizável em setembro , especialmente para o pessoal de saúde e as forças de segurança (polícia, mosquetões e exército) que guardam e controlam as cidades durante as quarentenas. Ambos são considerados os setores mais expostos ao vírus.
Segundo o jornal  A República  de Roma, Piero Di Lorenzo, gerente geral da Advent-Irbm, estima-se "que a vacina esteja disponível em setembro" em virtude dos "resultados obtidos nas últimas semanas" . No final de abril, ele disse, um primeiro lote de vacinas será enviado para Oxford, onde os testes começarão com 550 voluntários saudáveis.
Nesse sentido, Sarah Gilbert, professora de vacinas da Universidade de Oxford que está realizando o projeto com a empresa italiana, disse ao jornal inglês The Times que "confia em 80%" que a vacina será eficaz em setembro . Ele acrescentou que o governo inglês está sendo discutido para criar um possível plano de produção antes do término da experimentação, o que permitiria ao público acessar as vacinas muito mais rapidamente.
Os pesquisadores, ambos da Advent-Irbm e da Universidade de Oxford, decidiram passar diretamente para a experimentação clínica em humanos porque consideravam a não-toxicidade e eficácia da vacina suficientemente comprovada com base em resultados de laboratório.
Cientista experimenta uma possível vacina para o coronavírus nos EUA Foto: Reuters.
No total, eles cobriram cinco meses de experimentação. E para alguns especialistas, pode ser insuficiente. De fato, a Agência Europeia de Drogas está falando há mais de um ano para obter uma vacina eficaz, aprovada e que possa ser produzida e distribuída em todo o mundo .
A produção e distribuição de futuras vacinas em todo o mundo é outro grande problema que os governos terão que enfrentar.e as casas farmacêuticas que eventualmente as produzem. Raramente uma dessas empresas pode produzir os milhões de vacinas necessárias. Duas dessas multinacionais, a francesa Sanofi e a inglesa Glaxo Smith Kline, concordaram em trabalhar juntas e abrir seus laboratórios para outras equipes de pesquisa, não apenas em um projeto de vacina que a Sanofi já registrou na OMS, mas para cobrir a produção e distribuição mundial necessárias. Um acordo bastante incomum, dizem os especialistas, entre duas empresas que sempre competiram entre si. Mas a urgência de uma solução para o COVID-19 para todos os problemas que ele produziu e poderia produzir para a população e a economia mundial também é completamente incomum. Isso também leva em consideração, como muitos especialistas em saúde enfatizam,os preços terão que ser contidos e uma distribuição global eqüitativa será feita .
(Retirado da página 12 )

Cuba também está procurando uma vacina específica para prevenir o COVID-19

Setenta vacinas contra o coronavírus estão em desenvolvimento globalmente, e três já estão sendo testadas em testes em humanos, informou a Organização Mundial da Saúde. Foto: iStock
Na mesa-redonda de terça-feira, 13 de abril, o Dr. Vicente Vérez Bencomo, diretor geral do Instituto Finlay Vaccine, comentou que criar uma vacina contra o COVID-19 é um grande desafio, que levará a uma maior integração da indústria cubana.
“Temos três projetos, mas consideramos que são projetos intermediários para podermos integrar. É essencial entender o vírus, porque ele possui muitos mecanismos de escape e, até que entendamos esses mecanismos, o desenho de uma vacina será impossível ”, afirmou o especialista.
Nesse sentido, Vérez garantiu que o CIGB está trabalhando nos antígenos específicos do vírus, que servirão de plataforma para os projetos do CIGB e Finlay, enquanto o último trabalha na análise dos truques do vírus.
“Um desses truques mais importantes é um mecanismo de ação viral que foi descoberto para a AIDS em 2000. Naquele ano, foi descoberto que o vírus usava um mecanismo no qual o vírus seqüestra células do sistema imunológico e as mata. trabalhar para multiplicá-lo.
“Nós nos perguntamos: esse vírus também não usaria esse mecanismo? Como poderíamos combater isso? Depois de encontrar mecanismos para combater esses truques de vírus, você pode encontrar uma rota mais rápida para vacinas específicas ".
Com relação ao desafio de uma vacina específica, ele esclareceu que nenhuma das tecnologias que estão sendo usadas possui outra vacina premium que testou essas tecnologias, com as quais uma tecnologia está sendo validada para fazer algo e, além disso, ele disse: "achamos que pode funcionar contra o coronavírus ".


Um mês sem respostas efetivas do Governo de Pernambuco à tortura e à ameaça de morte sofrida pela Pescadora Maria Nasareth


POR 2017 foi sangrento', aponta balanço da Comissão Pastoral da Terra ...

NOTA
A pescadora tradicional Maria Nasareth dos Santos foi torturada e ameaçada de morte por oito Policiais Militares no estuário do Rio Sirinhaém, no município de mesmo nome, localizado no Litoral Sul de Pernambuco. O crime bárbaro e chocante aconteceu no dia 12 de março de 2020. Hoje, após mais de um mês do ocorrido, a pescadora ainda aguarda medidas efetivas por parte da Secretaria de Defesa Social do Estado quanto à investigação para identificação e punição dos criminosos. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) alerta que a ausência de uma atuação enérgica por parte dessa Secretaria deixa a pescadora vulnerável e exposta a um novo e fatal ataque. 
Desde o dia posterior às inaceitáveis violações, Nasareth, acompanhada da CPT, realizou uma verdadeira peregrinação para reivindicar de órgãos do Estado a implementação de medidas protetivas emergenciais e a investigação para identificar e punir os criminosos. Após a realização de várias reuniões e apelos por proteção e justiça, a inclusão de Maria Nasareth no Programa Estadual de Proteção a Defensores de Direitos Humanos (PEPDDH) deu-se no último dia 03 de abril. No entanto, passados mais de um mês do ocorrido não se viu providências efetivas e eficazes sendo tomadas por parte das autoridades competentes do Governo do Estado quanto à apuração do crime. A informação que a CPT tem conhecimento é de que não há previsão de finalização dos procedimentos investigatórios para identificação dos Policiais envolvidos na tortura nem de destacamento de força policial para garantir a proteção de Nasareth.
A tortura sofrida por Nasareth e praticada à luz do dia por agentes do Estado é um retrato do cenário atual de escalada da violência contra camponeses e camponesas em Pernambuco e no país. A vida e a segurança de Nasareth dependem neste momento de uma ação enérgica do Estado, a que ela tem direito e em relação a qual o Governo tem exclusiva responsabilidade. Nesse caso, a omissão do Estado torna-se-á tão grave e cruel quanto o próprio crime cometido. A CPT seguirá fiel à sua missão de denunciar todas as atrocidades cometidas contra os povos da Terra, das Águas e das Florestas e lutará incansavelmente para que os responsáveis pelos crimes cometidos pelo Estado e pelo latifúndio não adormeçam impunes.
Maria Nasareth dos Santos - Pescadora Tradicional, 47 anos, é conhecida na região por ser defensora do manguezal e do meio ambiente e por lutar há mais de 15 anos pela criação de uma Reserva Extrativista na área da qual dependem milhares de pescadores e pescadoras do município. A mulher nasceu nesse estuário, em uma comunidade tradicional formada por pescadores e pescadoras artesanais e extrativistas costeiros marinhos que gradativamente foram removidos a força da área, de forma violenta, pela Usina Trapiche entre as décadas de 1980 e 2010. Por sua resistência no local e atuação destemida, Nasareth se tornou um dos principais alvos das ações truculentas da Usina Trapiche e de policiais do local, como recorrentes intimidações, ameaças e destruições de sua barraca. A violência sofrida pela pescadora, contudo, chegou a um nível extremo e alarmante com o ocorrido no dia 12 de março.
O crime - Eram 6h30 do dia 12/03 quando duas viaturas da Polícia Militar chegaram ao local onde a pescadora Maria de Nasareth costuma pescar, no estuário do Rio Sirinhaém. De dentro dos veículos, desceram oito policiais fortemente armados, sendo três encapuzados. Ao se aproximar para saber do que se tratava, a pescadora, que estava sozinha na ocasião, conta que foi arrastada pelos homens para dentro de sua barraca de pesca. Foi então que o horror começou. Sem saber o porquê, a mulher relata que os policiais a torturaram, amarrando suas mãos para trás, tapando sua boca com um pedaço de pano e sufocando-a com uma sacola plástica. Nasareth lembra que foram cinco sufocamentos, com intervalos de alguns minutos entre um e outro.  Ainda de acordo com a pescadora, todos os policiais estavam de luvas, e, enquanto uns praticavam a tortura, outros reviravam a barraca.
Os policiais também agrediram a pescadora com tapas na cara enquanto afirmavam “essa terra não é sua, é da usina” e que estariam fazendo “aquilo” a mando do Presidente Bolsonaro, conforme seu relato. A tortura durou cerca de 30 minutos. A pescadora ainda conta que, após ser solta pelos policiais, foi ameaçada de morte caso denunciasse o ocorrido. Na semana que antecedeu o crime, lembra Nasareth, esses mesmos policiais foram vistos circulando na área, acompanhados, algumas vezes, por funcionários da Usina Trapiche.

16 de abril de 2020
Comissão Pastoral da Terra Pernambuco

Pastores que desafiaram isolamento social morrem vítimas de coronavírus

Gerald Glenn, Landon Spradlin e Mario Salfate

Um pastor evangélico dos Estados Unidos que havia contestado as orientações para manter distanciamento social durante a pandemia da Covid-19 e manteve os cultos na sua igreja morreu no último sábado (11).
Gerald Glenn era o líder da igreja evangélica New Deliverance, na cidade de Chesterfield, no estado da Virgínia. A congregação pentecostal divulgou a morte do líder religioso no domingo (12) em uma rede social.
Em uma fala aos membros de sua congregação no dia 22 de março, Glenn falou sobre o coronavírus. De acordo com a mídia local, ele afirmou: “Eu acredito firmemente que Deus é maior que esse vírus amedrontador. Os jornais da região também relataram que Glenn disse que seguiria pregando “a não ser que estivesse na cadeia ou no hospital”.
No dia 30 de março, por ordem do governo do estado, o líder religioso foi obrigado a ficar em casa, isolado. A viúva de Glenn também foi infectada com o vírus.
Em um texto em uma rede social, a filha do casal pediu para que as pessoas entendam a gravidade e severidade da doença. “Não é só sobre você, é sobre cada um ao redor de nós”, escreveu.

“Histeria para derrubar Trump”

No último dia 26 de março, um outro pastor cristão já havia morrido vítima de coronavírus. Landon Spradlin, de 66 anos, também era da Virgínia (EUA) e expressou uma visão negacionista sobre a pandemia.
Apoiador de Donald Trump, Landon afirmou que a mídia estava fabricando uma “histeria em massa” para derrubar o presidente norte-americano.

Morte após culto

No Chile, um bispo evangélico morreu de coronavírus nesta terça-feira (14). Mario Salfate, de 67 anos, conduziu um culto para centenas de pessoas no final de março em uma cidade perto de Santiag. Na época, o governo chileno já havia anunciado medidas de isolamento social.
Salfate presidiu um culto em 16 de março, com a participação de cerca de 300 pessoas na cidade de Paine. Três outros pastores evangélicos foram infectados na ocasião.
A morte do pastor ocorre em meio a uma grande polêmica pelos insistentes apelos de alguns pastores evangélicos para continuar com as cerimônias religiosas e desafiar o coronavírus.

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